Ando me sentindo tão estranha. Tudo mudou tão de repente e agora, embora eu não tenho mais certeza alguma de como será o dia de amanhã, não sinto ansiedade.
Eu não sei e está tudo bem por não saber.
Aquela ansiedade angustiante parece finalmente ter cedido à filosofia do "um dia de cada vez".
Parei de tentar adivinhar o que vai acontecer ou como, ou mesmo forçar o tempo a caminhar mais rápido.
Acho que tudo que vem mais devagar é mais gostoso.
Mas são aprendizados que se tem errando.
Realmente, o tempo, as experiências, nos fazem mais sábios.
Eu estou vivendo e isso é tudo.
Estou tentando várias coisas.
Alguns diriam ser mais prudente focar em um só objetivo.
Eu digo que não.
Quero ter cartas na manga, quero poder escolher, quero que o vento me leve pra onde ele quiser e, se no caminho a direção mudar, que mude.
Uma coisa posso dizer de mim mesma: eu me achava forte, descobri que sou frágil (mas também me achava covarde e descobri que sou corajosa).
A vida é uma caixa de surpresas.
Manda ver, as boas e ruins, tô preparada.
Não sou de ferro, mas já passei por tanta coisa que não ligo mais para o peso ou intensidade: isso é viver fora de uma redoma de vidro, no conforto do conformismo e marasmo do mais do mesmo.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Estranhezas.
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