Encontrei o resto do meu livro, mas já estava encadernado.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Para bom entendedor...
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Não sei!
São quase três da manhã e não consigo dormir.
São quase três da manhã e fico pensando em tantas coisas, tantas pessoas.
Pessoas que eu sinto raiva.
Pessoas que gosto.
Pessoas que queria conversar, mas não tenho assunto.
Pessoas que queria visitar mas não tenho dinheiro.
Coisas que quero comprar mas também não tenho dinheiro.
São quase três da manhã e metade de mim é teoria, a outra metade é vazio, seja lá o que isso signifique.
terça-feira, 30 de julho de 2013
Who am i?
Às vezes nosso único desejo é o de nos encontrar quando estamos perdidos.
Mas esse desejo fica muito distante quando não sabemos exatamente o que estamos procurando...
terça-feira, 2 de abril de 2013
Amor + casamento + destino (ou mero acaso?)
Quem me conhece bem (e não é lá muita gente) sabe como sou palhaça, retardada, piadista - tenho um outro lado estressado, ansioso, etc, quem não têm outro lado? Mas o fato é que sou uma criança boba...
Sou também muito romântica e idealista.
Hoje chegou o convite de casamento de uma amiga de ensino médio. Ela era uma das mais bonitas da turma, os meninos sempre de olho. Eu, bem, gordinha e feia, nada popular.
Acho que só nos aproximamos porque ambas nos tornamos bolsistas da escola, mas logo nos tornamos amigas. Pegávamos muitos livros de poesia na biblioteca, imprimíamos letras de músicas e ficávamos cantando pelos corredores, chorávamos e ríamos feito bobas.
Ela continuou lá no Sudoeste do Paraná e eu vim pra Curitiba.
Nunca mais nos vimos, a não ser o contato por internet.
Hoje recebi o convite de casamento dela.
Aliás, ela é quem me disse certa vez (eu sempre gordinha, forever alone, achando que nunca acharia ninguém): Fer, tenho certeza que quando você encontrar, vai ser o cara mais legal de todos.
E eu sempre lembro dessa frase, porque gosto de acreditar nisso, porque quero achar o cara mais legal de todos, pelo menos pra mim.
Meus relacionamentos não deram certo por "n" motivos, não desmereço nenhum, mas acho que foram necessários pra aprender tudo o que eu tinha que aprender pra quando o cara certo chegar.
Errei muito, mas é errando que se aprende, principalmente quando perdemos alguém que amamos muito. E eu perdi, mas sei que aconteceu assim porque tinha que ser assim, pra eu saber o que estava fazendo de errado, pra aprender...
E fico emocionada em ver minha amiga casando, com o namorado de oito anos.
Eu acho que pra cada um de nós as coisas acontecem no tempo certo.
Eu não me arrependo do rumo que as coisas tomaram, porque acho que era pra ser assim e também não tenho pressa.
O amor aparece quando estamos distraídos e meu erro até hoje foi criar situações pra que ele se desenvolvesse, o que é errado.
Em se tratando de amor, qualquer pressa estraga a delicadeza de cada etapa, mas isso é uma coisa que eu sei hoje, por conta de tudo que vivi.
Só se aprende errando.
quinta-feira, 28 de março de 2013
Time after time.
Se me dissessem a um tempo atrás que eu voltaria a ser uma palhaça que faz os outros rirem, que um dia eu conheceria colegas de trabalho que deixariam meus dias mais felizes e que eu ganharia pouco, mas que todo o resto compensaria, eu não teria acreditado.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Estranhezas.
Ando me sentindo tão estranha. Tudo mudou tão de repente e agora, embora eu não tenho mais certeza alguma de como será o dia de amanhã, não sinto ansiedade.
Eu não sei e está tudo bem por não saber.
Aquela ansiedade angustiante parece finalmente ter cedido à filosofia do "um dia de cada vez".
Parei de tentar adivinhar o que vai acontecer ou como, ou mesmo forçar o tempo a caminhar mais rápido.
Acho que tudo que vem mais devagar é mais gostoso.
Mas são aprendizados que se tem errando.
Realmente, o tempo, as experiências, nos fazem mais sábios.
Eu estou vivendo e isso é tudo.
Estou tentando várias coisas.
Alguns diriam ser mais prudente focar em um só objetivo.
Eu digo que não.
Quero ter cartas na manga, quero poder escolher, quero que o vento me leve pra onde ele quiser e, se no caminho a direção mudar, que mude.
Uma coisa posso dizer de mim mesma: eu me achava forte, descobri que sou frágil (mas também me achava covarde e descobri que sou corajosa).
A vida é uma caixa de surpresas.
Manda ver, as boas e ruins, tô preparada.
Não sou de ferro, mas já passei por tanta coisa que não ligo mais para o peso ou intensidade: isso é viver fora de uma redoma de vidro, no conforto do conformismo e marasmo do mais do mesmo.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
Amor não é sorte.
Melhor texto que já li sobre companheirismo/amor.
Acho que quando a pessoa certa aparece na sua vida é assim mesmo. Querer estar junto faz com que as dificuldades sejam superadas...
Atritos
Ninguém muda ninguém.
Ninguém muda sozinho.
É nos relacionamentos que nos transformamos, que mudamos.
Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio e as pedras que estão em sua foz? As pedras nas nascentes são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelas águas rio abaixo e se atritando uma com as outras ao longo desse caminho, elas vão sendo polidas, desbastadas.
Assim também são nossos contatos humanos. Sem eles a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons e ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar a terminar a nossa existência como uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes. Pessoas que, no contato com eles, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado ...
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.
Faz parte ...
Reveses momentâneos servem para o crescimento. A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.
Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência e ficando cada vez menores.
Quando finalmente acertamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grande em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor ...
Pois Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituídos de muitos elementos, mas essencialmente de amor. Deus deu a cada um de nós a capacidade de Amar ...
Para isso, temos que aprender o que é o Amor.
Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar..
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do Amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e ... os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento ... E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: atrite-se!
Não existe outra forma de descobrir o Amor. E sem ele a Vida não tem significado.
Roberto Crema
Presidente do Colégio Internacional dos Terapeutas – UNIPAZ.